Limpeza e Desentupimentos Pós Obra

Não é só no dicionário que a palavra “sujeira” vem depois de “obra”. Na realidade da construção civil, após o término de uma edificação, já podemos esperar quilos de concreto, pedra, terra, pó, respingos de tinta e pedaços de papelão espalhados. Mesmo que esteja tudo pronto, é necessário fazer a limpeza pós-obra para entregar um ambiente limpo e aconchegante ao cliente. Mas depois da saída de engenheiros e arquitetos do local, por onde começar e como fazer essa limpeza? Separamos algumas dicas simples para você deixar o ambiente impecável e próprio para habitação.

ANTES DE COMEÇAR, PROTEJA-SE

No decorrer da obra, os profissionais que trabalhavam no local utilizavam os equipamentos de proteção individual (EPI), pois corriam o risco de sofrerem algum acidente. E mesmo depois de sua finalização, permanece a necessidade de utilizar luvas, máscaras e óculos de proteção. Os produtos de limpeza que serão usados são corrosivos e têm cheiro mais forte do que os convencionais, de uso doméstico. Quando entram em contato com a pele ou qualquer outra parte do corpo, podem prejudicar a saúde. Por isso, proteja você e sua equipe antes de dar início ao trabalho.

PRODUTOS DE LIMPEZA: QUAIS ESCOLHER?

É importante ressaltar que cada produto serve para uma determinada função. Para utilizar em obras, escolha somente aqueles que são indicados para a limpeza “pesada”, e não doméstica.

Remoção de tinta: álcool, ácido nítrico e solventes (thinner);

Ceras e graxas: cloro, bicarbonato de sódio, saponáceo;

Cimento, rejunto e gesso: somente produtos recomendados pelo fabricante da argamassa;

Ferrugem: saponáceo, água sanitária;

Lodo: amoníaco.

Os produtos limpa alumínio, soda cáustica, água sanitária pura e limpa forno não são recomendados.

Na hora de utilizar os produtos de limpeza, dilua-os em água, evitando assim possíveis estragos. Para removê-los de forma definitiva, use bastante água. Jamais deixe um produto secar em qualquer superfície, pois pode causar manchas no local. Para eliminar o cheiro forte, mantenha as janelas e portas abertas para que haja ventilação.

POR ONDE COMEÇAR?

Primeiramente, remova o lixo e os resíduos, como pedras, pedaços de gesso, sacos de cimento e latas de tinta vazias. Comece a limpar pelo fundo do imóvel, vindo da parte afastada até a entrada. Todos os cômodos devem ser limpos de cima para baixo, ou seja, primeiro o teto, azulejos e paredes e, por último, o chão. Em casas e apartamentos, o banheiro e a cozinha devem ser limpos por último, já que são os cômodos mais utilizados pelos moradores e que precisam de uma atenção maior.

REMOVENDO AS MANCHAS DE TINTA

No processo de pintura, algumas gotas de tinta sempre caem em locais indesejados, como em pisos e azulejos. Para eliminá-las, você precisará de um removedor de tinta. Antes de aplicar o produto, certifique-se que o local esteja ventilado e utilize luvas na hora da aplicação.

Teste o produto em uma área pequena, para evitar manchas. Em seguida, aplique-o somente na área afetada. Jamais utilize uma esponja de aço para a remoção, pois além de riscar a superfície, o aço poderá se desprender e acabar enferrujando sobre o material.

ELIMINANDO A POEIRA

Para remover a poeira do piso, use o aspirador e o esfregão. Para a sujeira sair completamente, você deverá repetir o processo de limpeza diversas vezes. Nos cantos das paredes, use panos umedecidos. No caso da poeira fixada em paredes, faça a limpeza com uma toalha umedecida, mas certifique-se de que a tinta esteja completamente seca.

Você já fez uma limpeza em uma obra após seu término? Como foi sua experiência? Tem alguma outra dúvida? Compartilhe conosco!

Na parte de esgotamento e desentupimento não tem jeito, o ideal é contatar um profissional qualificado, como os da Desentupidora Tatuí, para deixar sua casa nos trinque!

Meio ambiente urbano e seus desafios na sociedade atual

O meio ambiente urbano se constitui em um ambiente artificial, transformado pelo ser humano conforme suas necessidades. Fruto da urbanização desenfreada principalmente pelos países periféricos, tem-se a problemática ambiental urbana, que se agrava cada vez mais, à medida que as cidades se expandem. Verifica se que o século XIX marcou profundamente o avanço da urbanização em concomitância com o crescimento populacional, e conseqüentemente um maior consumo dos recursos naturais gerando sérios desequilíbrios para o meio ambiente, como: efeito estufa, desmatamentos, poluição dos rios entre outros. Neste contexto toda qualidade, saúde e segurança estavam comprometidos levando a repensar em nossas atitudes como poderemos mudar este panorama atual, visto que nosso futuro estará ameaçado, Mediante uma sociedade cada vez mais materializada.

INÍCIO

A gestão do meio ambiente urbano representa um desafio complexo para as sociedades contemporâneas. Pois, não se trata apenas de considerar a preservação dos recursos ambientais, mas também de assegurar condições de vida digna à população, de modo a garantir que parcelas da sociedade não sejam excluídas do processo.
Tanto o meio ambiente natural, quanto o meio ambiente transformado, é resultado da ação do homem e da sociedade, assim deve ser entendido como, meio ambiente social. Além disso, tendo como base a apropriação do solo urbano, a mesma acabou desencadeando uma série de problemas, dentre os quais, a ocupação e exploração inadequada do ambiente natural urbano.
Não é de interesse desse trabalho, discutir questões como, as de saneamento ou lixo, por exemplo, que, apesar de serem diretamente ligadas à problemática ambiental urbana e interferirem na qualidade de vida dos citadinos, transcedem as reflexões de análise do presente momento. E sim, apresentar uma breve discussão sobre o meio ambiente urbano.

2 MEIO AMBIENTE URBANO

A respeito de cidade, é imprescindível pensá-la enquanto materialização das condições gerais do processo de produção em sua totalidade. Em concomitância, o processo geográfico se cria e se desenvolve à medida que a sociedade desenvolve-se. Tal fato acontece por meio do processo de produção, isto é, pelo trabalho, o que torna a sociedade cada vez mais materializada. Além disso, é preciso partir de conceitos, os quais auxiliam na compreensão, a sua constituição e as transformações pela qual a cidade passa. Respaldar nessa vertente significa pensar a cidade a partir da espacialidade, das relações sociais em sua natureza, social e histórica. Assim, em cada uma entre inúmeras etapas do processo histórico, a cidade assume formas e características distintas.
Além disso, observa-se que durante o século XIX não havia tantas cidades como atualmente e, que os maiores centros urbanos concentravam-se em países que apresentavam rendas mais elevadas. Identifica-se ainda, já no século XX, que as maiores cidades encontravam-se também em países que possuíam baixas rendas. Para Ribeiro (2003), essa alteração geográfica resulta no agravamento da desigualdade sócio-espacial, gerado pela excessiva concentração da riqueza, que assola o mundo contemporâneo e por limites da base natural.

3 AMBIENTAL X SOCIAL

É muito comum associar-se o ambiental simplesmente ao natural, no entanto sabe-se que o ambiente toma proporções muito mais amplas, sendo que é na cidade que acontecem as relações sociais, na qual está intrisicamente ligado ao “natural”. E o que seria o natural hoje?
Santos (1997) atribui a natureza ao artificial, instrumental. Ou seja, a natureza é (re) produzida de acordo com os interesses dos agentes que atuam no espaço. O ambiental seria, então, o resultado das relações ente o natural e o social, tendo tempos diferenciados.
Sem dúvida que a cidade tem uma grande capacidade social de transformar o espaço natural, no entanto, não deixa de ser parte da natureza e de submeter-se às dinâmicas e processos naturais. Ao observar o curso da história, percebe-se que antes da mecanização o homem via a natureza como divina, extraindo dela apenas o essencial a sua sobrevivência. No entanto, outros valores começam a ser substituídos.
Essa ampliação do meio técnico científico tem como principal agente o capital, que modela os espaços, impondo novos hábitos, acelerando o tempo social. Lefebvre afirma que,
Sendo assim, a natureza passa a ser vista como bens disparáveis ao homem e, a cidade, e uma das expressões mais contundentes da capacidade social de transformar a natureza em mercadoria, como afirma Spósito (2003), que a cidade é vista como contraponto da própria cidade, ou seja, a cidade é considerada, por excelência, a não-natureza.

4 A NOVA FACE DO PLANEJAMENTO URBANO

Como fruto da urbanização desenfreada vivenciada principalmente pelos países periféricos, tem-se a problemática ambiental urbana, que se agrava, cada vez mais, à medida que as cidades se expandem. Como se sabe, o século XIX marcou profundamente o avanço da urbanização, pois as aglomerações urbanas sofreram um intenso processo, que resultou nas condições atuais das cidades, que concentram, cada vez mais, grande parte da população mundial.
Desse modo, os governos municipais enfrentam grandes dificuldades de controlar o uso e o desenvolvimento das cidades. Dessa maneira, o crescimento das cidades fica entregue, principalmente, ao comportamento dos mercados imobiliários, que possuem como objetivo principal o atendimento imediato às demandas dos diferentes setores da cidade.
Tem-se pela primeira vez na história brasileira uma regulação federal, para as políticas urbanas, definindo uma ocupação de intervenção no território.
Para isso, o Estatuto da Cidade coloca à disposição dos municípios uma série de instrumentos, que podem intervir no mercado de terras e nos mecanismos de produção da exclusão. Dentre eles, uma nova estratégia de gestão, que incorpora a ideia de participação direta da sociedade, em processos de decisões sobre o destino da cidade.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

De maneira geral, vários autores destacam as variáveis utilizadas para se definir o padrão de qualidade ambiental de um determinado espaço geográfico, enfocando a necessidade de integração das políticas públicas, como os planos e programas governamentais que devem respeitar os aspectos ambientais, os quais, muitas vezes, não são considerados.
Convém ressaltar, que o advento da indústria contribuiu para o processo de intensificação da urbanização mundial, fato este, percebido no Brasil, de forma mais acentuada a partir de 1950, quando houve um estabelecimento de um grande contingente populacional nas cidades, em busca de trabalho e melhores condições de vida.
Vale salientar que, há uma associação do ambiental apenas com o natural. Quando se sabe, que deve haver uma amplitude nessa associação, de forma a analisar a cidade como o espaço onde acontecem as relações sociais, a reprodução da vida, além de estar diretamente ligada ao ambiente “natural”.